Conheça a sua cerveja antes de experimentar

Já sabemos que existem vários tipos de cerveja, não é mesmo? Mais de 100 aliás, um número bastante expressivo. Diante de tantas possibilidades como ter conhecimento sobre a cerveja antes de consumir? Vale pedir informações aos amigos, consultar blogs e ler informações de sommeliers. Mas vale também uma leitura básica dos rótulos, do tipo de acondicionamento e até de vedação.

Batendo o olho você já sabe muita coisa

Algumas brejas trazem uma estética própria e vêm em vidros especiais ou com vedação em rolha de cortiça ou sintética. Geralmente são tipos de cervejas valorizadas pela beleza da garrafa ou que continuam o processo de maturação depois de envasadas. O interessante nessas cervejas especiais é guardá-las por um período de tempo maior. Não há necessidade de deitá-las, evitando assim alguns probleminhas com rolhas feitas de material inferior, que podem interferir no seu estado de conservação.

Cervejas com a garrafa de vidro em sua maioria são envasadas na cor âmbar para proteger o líquido da exposição da luz, então no caso de garrafas mais claras ou em cores diversas saiba que serão tipos de cervejas com tempo mais curto de armazenagem. É claro que existem vários outros fatores técnicos que podemos especificar em outro post.

Entendendo o rótulo

As informações essenciais estão no rótulo. São elas:

rotulo de cervejas

  1. Marca (que identifica a cervejaria ou grupo que comercializa).
  2. Nome da cerveja (que nem sempre tem a ver com o estilo da cerveja, é bom lembrar).
  3. Tipo (e aqui existem muitos). No caso das cervejas Brüder temos os tipos: Pilsen, Amber Lager, Cerveja de Trigo e Porter.
  4. Quantidade em mililitros ou litros.
  5. Tipo de copo que é utilizado. Essa informação tem muito a ver com a apresentação da cerveja e com a experiência de degustação, mais precisamente relacionado ao tamanho do copo.
  6. Temperatura em que deve ser servida. Se você tem dúvida, em uma observação empírica de um refrigerador comum, pode-se relacionar o congelador às temperaturas próximas de 0°C, que é a temperatura que uma Pilsen deve ser servida, e a porta da geladeira a temperaturas mais altas, adequadas a cervejas que devem ser consumidas nas faixas de 8 a 12°C. Claro que isso varia de modelos, marcas etc. Se você é um apreciador de cervejas mais exigente, pode colocá-las em uma refrigeradora cervejeira.
  7. IBU – International Biterness Unit. É em poucas palavras a escala de amargor da cerveja determinada por um cálculo específico feito no momento da sua fabricação. Quanto maior a IBU, mais amargor, ou pode-se dizer lupulagem, já que o lúpulo é o principal responsável por isso.
  8. Teor Alcoólico. É expresso em porcentagem por volume do líquido. Cervejas possuem esse teor maior que 0,50%/vol. Abaixo disso são consideradas sem álcool.
  9. Ingredientes. Se possuem ingredientes básicos (água, malte, lúpulo e levedura) ou outros adjuntos. Saiba que as Puro Malte são feitas com 100% de malte de cevada. Cervejas em geral têm mais de 55% de malte de cevada. Quando são denominadas “cerveja de…” elas possuem um mínimo de 20% de malte no mosto majoritário.
  10. Algumas cervejas apresentam nos seus rótulos uma indicação de cor determinada pelo EBC – European Brewery Convention. Cervejas claras tem EBC menor que 20. Escuras ou pretas apresentam esse índice maior ou igual a 20. No caso das cervejas coloridas devem ser especificados nos rótulos os corantes usados, com exceção do corante caramelo.
  11. Contém glúten. Ou não. Essa informação precisa estar contida nos rótulos no caso de alérgicos.

Além desses itens, aqui no Brasil você sempre vai encontrar os dados de quem produziu e engarrafou as cervejas. Registros, lotes e códigos são importantes para comercialização ou eventuais problemas que podem surgir.

 

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